3.2.11

Ando assim









Sou vazia. Oca. Como uma crosta fina preenchendo um vácuo qualquer. Me fui, sem rumo, sem fundo. Um poço longínquo. Uma alma condenada esperando um preenchimento. Recheada. Mito sim, dizer que me deprimo mas a pura e dolorosa realidade é que sou algo que ainda não encontrou razão de existência. Paulista e instável. Me dou por um deslizar de versos e rubricas sem propósito. Faço poema ao acaso. E meu presente é esse, um caso sem solução e sintonia com a razão. E se quer saber, eu, incrivelmente, não me importo.

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ARQUIVO MORTO