30.7.10

Infectada, impulcionada, entediada.

Pensando no meu futuro, percebo que o hoje é meio confuso. Meus sentimentos se embaralharam numa montanha russa, que não para, a felicidade se encontra tão distante mas ao mesmo tempo ela passa ao meu redor e eu não consigo alcançá-la. Preciso de uma corda, de uma sustentação e acho que consegui, mas agora preciso colocá-la em prática para que não seja inútil. Futilidades viraram diversão, de tão vazia que me sinto. Minhas maiores importâncias estão longe de mim ou se vão, e o pior é que eu fico aqui, sem poder fazer nada, sem nenhuma atitude. Às vezes me recordo do meu passado, em uma sessão de nostalgia, para poder esquecer um pouco do presente ou talvez tentar melhorá-lo. Incertezas são tão previsíveis em minha vida, chega a me divertir, mas elas me incomodam tanto. Me comparo, nesse momento, com um pastor e suas ovelhas: umas mais distantes, outras quase fugindo dele, outras o perturbando... Quase impiedosamente, a vida me deixa assim, nesse mar de monstros.No isolamento, continuo viva, sobrevivendo com os flashes de minha alma. Só queria descobrir, como conseguir controlar a mim mesma.

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ARQUIVO MORTO