26.8.10

Interpretando


acredito que quando estamos deprimidos ou felizes, podemos interpretar as pessoas - pelos seus sorrisos iluminados, suas lágrimas infelizes, seus gritos apavorados, seus corações despedaçados, suas dores insuportaveis, sua felicidade alheia, seu olhar ingênuo, seus movimentos rudes, seu instalar de dedos nervoso, tudo que você poderia imaginar, mas um alguém me interpretou. E com isso a vida se transforma em um cubo mágico, colorido demais ou talvez sem cor, isso vai de quem o suluciona. Vou viajando nos meus pensamentos, vou desvendando o presente, vou direcionando meu futuro. Agora, penso: Se o caminho do amor e da felicidade é tão difícil, será que vale a pena? Minha juventude e infantilidade, me faz às vezes duvidar, mesmo que seja difícil, eu continuo. Meu sol já está se pondo e a noite sombria chega cada e cada vez mais perto, talvez seja por isso que sinto vontade de me unhar/mas a adolescência também não ajuda, cada dia ela pertuba mais. Minha busca, já não é a mesma, ela muda de rumo e eu fico perdida entre os tantos caminhos à minha frente; caminhos que eu provavelmente não vou conseguir atravessar, vou entrar em surto. Gostaria de ter o que antes era tão comum e envolvente, com fracasso, eu tento viver normalmente, mas tenho certeza, é, que eu poderia classificar como intensamente. Não consigo mais pensar, é tudo um impulso, não sinto mais, é tudo tão desprezível, não dói mais, a dor já se incrustou em mim. Agora-hoje, eu pagaria para ter de volta, o que perdi; não, o que se desgrudou de mim. Perdida e alucinada, eu sonho com um futuro, eu largo o presente, eu esqueço do passado.

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ARQUIVO MORTO