27.2.11

Tua ida, minha decadência



Confesso, eu gosto de ti, talvez ame. Me importo com o sentimento ou sei lá o significado disso, ando precisando de rubricas embaixo de meus dias. Minhas atitudes. Explicações e soluções para o fim. Estou desvairada, te quero aqui. Em mim, em nós. Sou tola. Mas tenho que fingir, que não me importo e que acho que tu te importas. Tenho que ocultar a expiração de meus rabiscos, tenho que pressupor como seria. Tenho que anestesiar-me com pedaços seus que ainda sobraram. Vocês homens, gostam de me ver chorar. Querem o que te odeiam e deixam o que te amam. Minha cabeça tique taca devagar. Preciso de um acolho, de um recuo. Se eres feliz sem ter-me, eu quero que se lasque. Sou buraco sem fundo, terra desconhecida, perco-me em maços de cigarros tentando recorrer a falta de espírito que me deixares. Sim, acredito em minha cura mas acho demorado, demorado demais. Não sei se acharei um suporte.  Só quero que tu vás, e não olhe para trás assim somes sem receio e lembranças. Não quero desperdiçar mas tinta e papel com tu. Não me mereces, não vales. É Caio F. Abreu, concordo com ti, não estou triste, só não sinto mais nada. Estou em nada, e aquele infinito se foi junto com todo seu espaço. E hoje sou um vazio oculto por um fino todo, que começa se descascar. 


p.s.: milperdões, eu não consigo escrever nada além de desilusão, mas é fase gente, eu espero. E, como sempre, postagem deplorável!  beijos meus divos(as)

4 comentários:

Laís Pâmela disse...

Não se preocupe, meu tempo de desilusão também é assim. Como dizem a gente escreve o que se passa dentro de nossos corações não dá para enganar.
Beijos.

Caroline disse...

Tem me encantado cada vez mais com seus contos nada deploráveis :**

Caroline disse...

tem selo pra você no blog *-*

Carol Fernandes disse...

obrigada amores, vou ver lá amg ! *-*

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