26.4.11

Pulso zero



Hoje não dói mais, nem feri, nem nada. Eu não sinto nada. Sorrio por nada tentando parecer bem. Não, não estou bem. O rumo se perdeu em minha frente. É você o levou com você. Rumo e meus batimentos. É improvável, é tudo tão em movimento. Fiquei na estação. Eu não quero te ver, chega de tortura. Não quero te chamar no msn com qualquer desculpa. Não quero que me ligue. Mas é algo impulsivo, eu sempre espero por isso: espero todos os dias, ligações suas, mensagens, um simples recado. Um meigo. Virou tão comum em minha rotina, pensar em você antes de dormir, chorar a tarde vendo que você não está aqui e saber que nunca estará  e de manhã não conseguir olhar para a lousa, fico só imaginando o nosso futuro. Tão hipócrita. Tão ilusória. 

E sabe o pior? 

Mesmo eu sentindo a dor que você me causa, eu não quero te esquecer. Eu quero te possuir, ilusoriamente. Por mais que isso me destrua. 

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ARQUIVO MORTO