25.1.12

Ponto final

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Esta é a provável última vez que eu escrevo a ti pequeno. As palavras que estavam guardadas aqui no fundo de meu peito, esperando o momento certo. Aquele tempo em que tudo regredisse. Do plural pro singular, do nós, da separação eu e você. Percebes como és estranho isto, não julgo como um fim e sim um recomeço. Um novo dia para voltar a respirar livremente, e não sequer pensar em dividir meu ar com tu, se acaso precisasses. O coração bate lento, com um tum tum tum agonizado de tantos anos sangrentos. Mas agora, sinto que posso olhar adiante. E confesso-lhe que deixar um passado de tantas lutas por nós dói um pouco, porém não tanto ao ver que tanto sofrimento também se foi. Então meu último elogio a ti pequeno: tu foste meu doce, meu salgado, minha pimenta, meu açúcar. O guia de meus sentimentos. Foste também, o mar que me afoguei quando me dissolvia em lágrimas, e ao mesmo tempo uma erupção de fervor. Não lhe agradeço, não te cobro. Tudo foi como foi, e não mudaria nada. Obrigada meu pequeno, tu foste, principalmente, o meu amor. Um dia porém, abri as portas, e deixei você fluir. Naturalmente. Tu foi escorrendo, descendo pela perna, chegando ao pé e finalmente descravando de mim. Olhei pra ti e o que pude te dizer: "Adeus menino. Que Deus te cuide!"

Um comentário:

Caroline disse...

Sério que acabou? Você tem estado desaparecida querida. Saudades!

ARQUIVO MORTO