13.10.10

Continuo

me sinto bem hoje, sem você. Talvez, você foi o motivo de eu me sentir tão vazia e o teu sorriso de eu me sentir tão feliz. Mas o que realmente ficou em mim, foi a marca de uma desilusão. A sua desilusão. Os cortes que ficaram, serão cicatrizados, terão de ser cicatrizados pois com eles eu não consigo sorrir. Meu coração despedaçado aclama por uma reação minha, mas na hora certa eu não consigo. Nada sai, tudo se prende à você! Choro, imploro (não era intenção da música, mas já que deu) para que tudo acabe. E assim vou, refletindo, sofrendo, com todas as marcas que você me deixou.
Pensei que teria encontrado uma solução:               pensava




Planejava fugir, à alguns tempos já mas a iniciativa não vinha, até que decidi, eu não ficaria mais um minuto sequer aqui. A normalidade dos meus dias, minha rotina já me incomodavam e agora, que tudo perdeu o sentido. Eu simplesmente desejava sumir! Minhas malas? Prontas! Meu coração? Preparado! Eu? Me sentia totalmente LIVRE!
Numa bela tarde de verão, eu peguei as chaves, coloquei tudo no meu carro, e fui. Sem rumo, sem fundo. Ao som da Taylor Swift, fui que fui, não olhava para trás. Minha situação me lembrava Texas, brisa, um violão e concerteza, liberdade. 
Eis que no meio do caminho, encontro um viajante na estrada. Abro a porta, ele entra, se acomoda. Pergunto por suas bagagens, ele diz que não levava nada. Eu impressionada, pergunto o por que. A resposta: "Eu não tenho bagagens, elas me prendem a um passado, eu não tenho coisas, eu apenas me tenho; Afinal, se a importância da vida é a felicidade, só preciso de minha alma para consegui-la. E isso ninguém me rouba!"

Agora eu entendia o significado das marcas, elas só queriam me guiar para um caminho melhor, ou/e me tirar do mundo solitário que eu vivia.

Continuamos viajando, e curtindo a simplicidade do momento. 
...

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