20.11.10

Cicatrizes



e ainda hoje percebi as marcas que carregamos. Cada ser que passou por nossos caminhos, deixam conosco um pedaço de sua personalidade, de seu sentimento. Percebi que toda a música que ouvimos, por mais estranha que ela seja, nos lembram alguém, caracterizam algo. Livros, que nos encantam, deixam conosco um pouco de seus contos e de sua gramática em nossa cabeça. Tudo deixa, tudo se desprende por mais pequeno que seja. 

Espero que não me considerem hipócrita quando digo que, as marcas dele foram as mais presentes em minha  cabeça. Não, não estou relevando que ele foi essencial. A marca dele foi a mais pensada, odiada e  tão adorada. Aquele jeito que me consumia tanto, foi se cravando em mim. E até agora, eu ainda sinto aquele seu jeito que me marcou tanto.

O presente que me motiva hoje, é aquele que suas marcas mesmo ainda em mim, já não me fazem desvaiar tanto. Acredito nesse conceito, tudo são fases. Marcas não! Mas a intensidade de cada uma delas em nossa cabeça, sim.

Mas mesmo assim ainda acredito em mim. Acredito em amores (puros e sinceros), acredito em vazios, acredito em personalidade. Acredito em fashionismo, egocentrismo, breguice. Mesmo com marcas, todos somos diferentes. E também acredito, diferenças são entusiasmantes. O igual é tedioso.

Marcas nos diferenciam, matéria nos igualiza. Todos temos veias, artérias, pulmões, cabelo, coração. Vai das diferenças de pensamentos de cada um, saber usar para que!

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E com o passar de minha existência, fui sentindo o que tudo em minha vida me deixou, e percebi que a minha personalidade ( eu, na verdade) sou feita de pedacinhos. Que vão se completando, mais e mais, até que no conjunto formam o meu próprio eu.


Me desculpem pela qualidade deste post, mas sabe quando se tenta, tenta e nada vem. Quando soltei as mãos no teclado, saiu isso. Vou tentar melhorar!



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