6.11.10

Momentâneo


E era muito mais, muito mais que uma impressão. Era certo, concluído. Eu sabia que tu sabias, e você mesmo. Ficamos nesse vice-versa e mais versa. Nada era tão real como aquilo, não era impulsivo e muito menos inconstante. Acontecia de modo progressivo, sem pressa, apenas acontecia. Sinceramente, para mim já era o suficiente, não precisava mais. Eu sou assim, não exigo, apenas aproveito o que me é oferecido. Mesmo com as dificuldades, aquilo acontecia, sem interferências. Como foi gratificamente ter o que há tanto tempo é esperado, a sensação é totalmente contagiante. E desse modo, fomos indo e indo, acontecendo, sentindo. Impulsivos, ambos só não queríamos que terminasse, mas não pensávamos muito, só não queríamos que acabasse. Sem fim, sem começo, o que importava? O presente, o nosso intenso presente.

Realmente, eu duvido que não tenha lembrado de nenhum momento?

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