11.3.11

A menina do vestido floral


A menina dos muitos vestidos floral era cheia de si, era confiante, era autoritária, era nada além de egocentrismo. Entre unhas perfeitamente pintadas e quadradas e cabelo completamente sedoso e brilhante, cabelos cacheados com cachos uniformes e soltos. Jogadinho para o lado e com um bagunçado ajeitado. Uma pele sedosa e um corpo totalmente estruturado. Era essência acumulada. Sonhadora, encantada por meninos e totalmente sua. Amando-se sempre. Incondicionalmente. Loucamente, invejada por meninas supérfluas. Inusitada, intrigante, atrativa. Era única e tudo que conhecia girava em torno de si. 

Mas sempre existem sentimentos não nomeados que mudam tudo, e que levam tudo que temos nós. É esse sentimento levou sua personalidade tão sua e deixou mudanças ridículas. A pobre garota depois de amar errados em momentos certos, se perdeu em suspiros e lenços. Ela permitiu se sentir normal, comum, igual a tantas outras meninas. Ela permitiu descuidar-se de sua beleza e percebeu que não se importava mais com o que os outros pensavam dela. O que foi seu declínio, ela não se cuidava, ela não se adorava mais, não era mais sua. E por meses foi sendo, mudada, isso, que era o resto dela...

Quando finalmente retornou a si, saiu da hipnose, ela não se importava mais com estética nem com seu vestido, ela queria sim verdades e coração renovado. Cansara de luxúria e de hipocrisia. Ela só queria sentir-se novamente. Nem dela, nem ninguém. Ela repetia desesperadamente: " Meu coração é meu, e não de quem quer". A garota comum, precisa de incentivo para tentar seguir em frente e motivos para se recuperar de todo aquilo. Ela procurava dentro de si, horas e horas seguidas, querendo achar, uma, somente uma, razão para seguir. Mas em todos esses pensamentos, ela chegou apenas a uma conclusão:

Todo aquele intuito de amar, aquilo que é inexplicável, só a deixava mais aspirante para seguir dia por dia, em cada momento pensando em outro, o que para ela fizera tão bem. Era inusitado, era estranho e acolhedor. Mas ninguém, NINGUÉM, a avisou que quando aquilo acabasse não teria fim em sua cabeça e que seu passado não voltaria mais. Ah, como ela queria sentir-se diva novamente, pelo menos assim ela poderia sentir algo além de saudade...


TONTISSES:
* só postei o conto porque acho que traduz bem a mudança de antes e depois, eu pelo menos achei, se não acharem comentem divos! ;
* luxo o vestido da foto, eu quero *u* ;
* e perdão pelo tamanho, meio exagerado eu sei.

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