6.5.11

Complicado demais




Não quero entender o que sinto hoje, não posso. Dói demais. Dói perceber que não te tenho aqui comigo e que te sinto ao meu lado. Depois de um amor platônico, você não consegue confiar seu coração a mais ninguém. 

Ninguém entende que não quero ser compreendida, quero ser amada. Quero ver horas iguais e ter a certeza que é você que está pensando em mim, não quero palavras de conforto e dicas para seguir em frente, quero você, porra. Mas mesmo assim, quero te esquecer, quero me amar, pensar no meu bem. Na 1ª pessoa, não por egoísmo, não. Por dor. Por não suportar mais sempre se colocar por baixo. Entenda que quando eu digo "foda-se" eu quero que se importe, porque afinal eu me importo. 

Virei dúvida esculpida por desilusão. Tornei-me  admiradora sua. Sou sua, mas você nem sequer deseja saber. Você não se importa, como disse. E mesmo com esse sentimento que eu não sei definir (desconfio que esteja entre amor-ódio, ao lado de mágua e na frente de paixão) ainda consigo sentir borboletas no estômago, coração esmagado, ansiedade refletida nas atitudes, palavras trocadas, gaguejos, olhares hipnotizantes, sorrisos verdadeiros e sentimento ativo. Poemas, coisas retrô e borbulhas. Borbulhas de paixão, reflexos de amor. Comparativos. Metáforas. Anda me causando isso, apesar...

Se eu não consigo sentir, improvável a compreender. E o pior? Não consigo nem sequer imaginar o fim disso.


2 comentários:

mary disse...

compreendi tudo. e gostei <3

Carol Fernandes disse...

obrigada ana *-*

ARQUIVO MORTO