26.3.11

Imóvel

     Eu sou boa atriz, atriz de mim mesma, atriz pra mim mesma. Finjo que não gosto mais de você, que não estou nem ai, que você equivale a nada. Mas quando vejo minha platéia e meu motivo de interpretação - você, sempre - eu vejo meu talento se desmanchar entre os dedos e depois acompanhar a brisa. Meu espetáculo perde o brilho quando sinto que seu toque, por menor que for ainda me tira do chão, que cada lágrima sua me faz ir e limpá-la, para ter um sorriso seu em sua linda face. Mas o pior é aquela saudade, um abraço seu, por favor, digo a mim...
     É minha realidade me perseguindo, é o olho se abrindo e vendo que nada mudara e que aquilo que eu me transformara sou eu, me apaixonara e por mais que tentasse me desprender de você, mais eu sinto sua falta. 
   Olho todos a minha volta, se amando ou esquecendo o passado e recomeçando tudo, e eu não. Ficara. Sozinha. Imóvel. E meu espaço no tempo não continua. E quanto mais aquilo persiste, mais doí. 





e...

PARABÉNS PAI, TUDO DE MELHOR 
e eu te amo ♥

3 comentários:

Caroline disse...

sua linda, uma coisa ali você tava errada. Não são todos esquecendo, seguindo, amando. Ao menos eu não o faço!
Adorei o texto.

Carol Fernandes disse...

obrigada ca. AAH, mas a gente sempre acha que ta sozinha né :b

Carol Fernandes disse...

obrigada flor, vou ver lá u-u

ARQUIVO MORTO