Hoje, enquanto tentava pegar sono envolvida por cobertas únicas e que me ofereciam o calor que você não me deu via meu passado diante dos olhos, e quando lembrava do ponto que marcava sua vinda me recolhia com a tentativa de fuga. Lembrei clara e perfeitamente do primeiro dia, do primeiro olhar, do primeiro jesto. Não digo como amigos, não; mas sim, como um amor. Quando o laço da amizade pulou o muro e se tornou ou paixão.
Confesso, nunca quis crescer. Mas cresci. Dói, lembrar que à partir daquele ponto tudo que se relacionou a você se transformou em dor e ferida. E eu nunca admiti para você. E nem vou. Não por orgulho, mas por dor. Dor de não saber aonde o ponto final se encaixa na linha do tempo.
Como disse, não havia pensado em crescer e não pensei mesmo. Só que o destino me obrigou, me lanço contra e sem forças quem aguentaria? Eu fui empurrada a desilusão e junto à ela um pouco de maturidade sim.
É, eu mudei, você mudou. Nós mudamos. Tantas mudanças. Ninguém mais me conhece, nem amigos de infância nem família nem nada. Deus? Sim, ele apenas. Só queria dar-te um aviso...
Te amei, implorei por você, me magoei. Continuei te amando. Caí e não levantei. Continuo te amando. Se não era para ser, tudo bem me conformo. Só quero que saiba, tens alguém que te ama ao seu lado, tens alguém despedaçado ao seu lado, tens de tudo um pouco... mas tens. Basta-te?

2 comentários:
velho tu escreve muito e escreve tudo que um dia eu já senti, fica sabendo querida que um dia um pouco da dor passa ou toda ela. ;)
aaaaai carol, você é uma fofa *-*
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